13.9.17

livro e série ::. Outlander

Não me lembro onde foi que ouvi falar sobre Outlander a primeira vez, mas assim que vi alguns prints da série já rolou uma vontadezinha de assistir, porém, numa breve pesquisa descobri que o show da Starz era uma adaptação de uma série de livros da Diana Gabaldon e como gosto de ler antes de ver qualquer coisa, fui atrás do primeiro volume: A viajante do tempo. 

Fantasia romântica né meninas, não é lá muito minha praia literária e demorou para que eu conseguisse engrenar na leitura, mas em algum momento eu fui convencida a ficar e fiquei. A história gira em torno de Claire Randall, que está numa viagem com seu marido Frank pelas Terras Altas na Escócia, em uma tentativa de restabelecer o casamento depois de terem ficado separados por muito tempo durante a 2ª Guerra Mundial (ela como enfermeira e ele eu não faço ideia). Tudo está indo muito bem na medida do possível até que em um passeio exploratório em torno de Craigh na Dun, após uma celebração druida vista clandestinamente por ela e Frank no dia anterior; Claire atravessa uma das pedras do círculo místico e "acorda" na violenta 1743. (não é spoiler se tudo acontece antes do terceiro capítulo :p)



Assim que acontece a viagem no tempo, já me senti totalmente absorvida e quando surge o Jamie a coisa toda só melhora, pois


Mas além do acréscimo de um escocês(ão da porra), o cenário histórico enriquece muito a narrativa, há mais o que ser dito e a própria trajetória anterior do Jamie e dos outros personagens faz com que a trama da Claire (que mulher!) não seja só sobre a tentativa de voltar para o seu lugar no futuro. Há uma inversão nos papéis de gênero e quebra de esteriótipos que é fantástica e tirou absolutamente qualquer possibilidade de tudo cair num clichê. Black Jack Randall, um parente distante do Frank (o marido que está lá sem entender lhufas em 1945) faz um vilão possível, horroroso, mas totalmente possível. 
A maior diferença entre a primeira temporada da série e o primeiro volume do livro, talvez seja a "segurada" em algumas cenas bem viajadas na maionese. Não tem Monstro do Lago Ness nem crucifixo voador, o que achei ótimo e mais crível. A história não é feminista, embora hajam princípios feministas como na personalidade da Claire, da Geillis (diva!) e da Jenny (maravilhosa!), mas tudo bem também, porque só de ter uma história onde há personagens mulheres fortes e
empoderadas, já é extraordinário. 

Não continuei com a série de livros, mas já terminei a segunda temporada do show e se já tinha sido fisgada na primeira, a segunda ó tá de parabéns. O cenário muda para França, num contexto mais civilizado, embora tão rude e machista quanto. A interpretação do casal (Catriona e Sam) está primorosa, ganhamos mais personagens como o Fergus e outros tantos, como o dono da loja que a Claire frequenta que é um dos meus atores franceses preferidos (Dominique Pinon que está em quase todos - senão todos - os filmes do Jean-Pierre Jeunet de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain). Jamie ganha uma complexidade ótima e Claire ganha uma profundidade imensa. Depois de ter passado por treze episódios espetaculares, nem sei o que esperar da próxima temporada, mas já sei que não acompanharei mais pelos livros, mas tô louca para ver o que tem por vir.


(esse post foi escrito originalmente em 11/06 mas, devido a uns problemas técnicos aqui no blog que não me deixava postar por nada nessa terra, tô postando agora depois de já ter assistido o primeiro episodio da 3ª temporada e AI MEU CORASSAUM!!! TÁ MARAVILHOSAAAA DEMAIS!!!11)






13.6.17

Desde o princípio, quando comecei nessa blogosfera, acho que nunca tive outra intenção a não ser conhecer pessoas que tivessem gostos parecidos com os meus. Era esse o objetivo. Hoje, no entanto, percebo que nunca foi pelos outros. Talvez, o fato de ter um público (mesmo que pequeno) me travou. Parei de escrever porque me preocupava se aquilo agradaria ou se em algum momento, apareceria um hater. Então, pouco a pouco, desisti. Excluí postagens, depois excluí as próprias páginas. Eu não sei porque deixar um blog público se não tenho mais a intenção de fazer aquele “intercâmbio” de interações, mas eu quero estar aqui.